Linfonodos Linfaticos do membro superior






O padrão de envolvimento dos linfonodos segue as vias naturais de drenagem. Em vista de o carcinoma de mama geralmente se disseminar inicialmente para os linfonodos axilares. Os cânceres do quadrante interno podem drenar pelos linfáticos para os linfonodos dentro do tórax ao longo das artérias mamárias internas. Em seguida, os linfonodos infraclavicular e supraclavicular podem ser envolvidos.

Os carcinomas de pulmão que surgem nas principais passagem respiratórias metastizam-se primeiro para os linfonodos periaxilares, traqueobronquiais e mediastínicos. Os linfonodos locais, entretanto, podem ser evitados "metástase em salto" devido a nastomoses venolinfáticas ou porque a inflamação ou radiação obliterou os canais.

Em muitos casos, os linfonodos regionais servem como barreiras efetivas para uma posterior disseminação do tumor, pelo menos por algum tempo. Teoricamente, as células após implantação no linfonodo podem ser destruídas. Uma resposta imune específica para o tumor pode participar nesta destruição celular.

A drenagem dos debris de células tumorais ou antígenos tumorais, ou ambos, também induzem mudanças reativas dentro dos linfonodos. Portanto, um aumento dos linfonodos pode ser causado por (1) disseminação e crescimento das células cancerosas ou (2) hiperplasia reativa. Deve ser notado, portanto, que o aumento de linfonodos nas proximidades de um câncer não necessariamente significa uma disseminação da lesão primária (ROBBINS, 1996).

Os linfonodos supra-epitrocleares situam-se a 2-3 cm acima da epitróclea. Os vasos eferentes alcançam a rede dos linfáticos profundos e os linfonodos umerais pela via superficial. Os linfonodos do sulco deltapeitoral podem ser profundos (encontrados ao longo das artérias radial, ulnar, interóssea e umeral) ou axilares. A maior parte deles é sub-aponeurótico (profundos, portanto).

Existem poucos linfáticos do membro superior que não convergem para os linfonodos axilares. Encontram-se aí os grupos umeral, torácico, escapular, central e subclavicular. Todos os vasos coletores linfáticos do membro superior (superficiais e profundos) chegam ao grupo umeral ( Brentani,1998).

O mais externo dos coletores do braço, no entanto, pode apresentar um curto-circuito com o grupo umeral e desembocar diretamente nos grupos subclavicular e supraclavicular.

O grupo umeral apresenta de cinco a sete linfonodos situados na região póstero-externa da axila.

O grupo torácico ou mamário externo (grupamento superior e inferior) é constituído por cinco a sete gânglios localizados sobre a parede torácica, da segunda à sexta costelas. Eles drenam uma grande parte dos linfáticos da mama, da parede ântero-lateral do tórax, do tegumento e dos músculos da parede supra-umbilical (Camargo,1980).

O grupo escapular é constituído por cinco a dez linfonodos situados ao longo da veia escapular inferior até a sua desembocadura na veia axilar. Eles drenam o tegumento e os músculos da parede torácica posterior e da póstero-lateral da base do pescoço. Em seguida a linfa desemboca nos linfonodos umerais.

O grupo central compreende de quatro a seis linfonodos localizado no interior da gordura da parte média da axila, ele envia seus eferentes para o grupo subclavicular e recebe os coletores linfáticos provenientes da mama (junto com o grupo torácico).

O grupo subclavicular compreende de seis a doze gânglios e ocupa o ápice da pirâmide axilar, acima do peitoral menor. Ele recebe os vasos eferentes dos outros grupos, o tronco superficial interdeltopeitoral e os coletores superiores da glândula mamária (Leduc, 1998).
Linfonodos Linfaticos do membro superior Linfonodos Linfaticos do membro superior Editado por ADMIN on 18:37 Nota: 5

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